Conhecendo o Ceará - praia de Canoa Quebrada

terça-feira, 27 de agosto de 2013

canoa

Uma lua e uma estrela esculpidas nas falésias tornaram-se símbolo de Canoa, e dão um charme especial à praia, que faz parte do município de Aracati, ficando a 13 km da sede. Quando o olhar não está direcionado para as belas falésias, jangadas chamam atenção no mar. Aventureiros em passeios de buggy desbravam as dunas em busca de emoções fortes. À noite, pessoas de diversas nacionalidades se encontram para curtir reggae, rock, forró, música eletrônica, jazz, música popular brasileira.

Essa variedade de atrativos transformou Canoa Quebrada em um dos principais destinos turísticos do Ceará. Foi na década de 70 que os hippies descobriram a praia, que abrigava uma simples vila de pescadores. As belezas naturais, a noite agitada e o clima místico formaram a combinação perfeita para atrair visitantes.

Os turistas que passeiam pela praia não podem deixar de apreciar o pôr-do-sol no alto das dunas. Os ventos são ideais para a prática de esportes náuticos. No local, existe uma escolinha de kitesurf que oferece aulas para principiantes. Os passeios de buggy pelas dunas são ideais para quem procura emoção e belas paisagens naturais.

Depois de curtir os prazeres que Canoa Quebrada oferece durante o dia, os visitantes podem aproveitar a animação da rua principal do lugarejo, a Broadway. Bares, bons restaurantes e casas de shows oferecem vários estilos musicais, animando a noite de Canoa. A farra dura até o amanhecer. Os que querem uma programação mais tranqüila, podem curtir um lual na praia ou simplesmente aproveitar os serviços dos hotéis e pousadas, com padrões nacional e internacional. Canoa Quebrada fica a 157 km de Fortaleza, com acesso pelas CE-040 e BR-304.

A 12 km de Canoa, a praia de Majorlândia também oferece belos atrativos naturais. Na sede do município de Aracati, a 13 km da praia, os turistas podem conferir um patrimônio arquitetônico tombado, com casas que preservam os azulejos portugueses do século XVIII. Outro passeio próximo é a praia da Lagoa do Mato, santuário natural quase intocado que mantém os costumes da vila dos pescadores. Quixaba e Retirinho são outras praias próximas a Canoa Quebrada que merecem ser visitadas.
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Histórico do Lazer

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Histórico do Lazer

    A palavra lazer provém do verbo francês "loisir", que tem origem por sua vez, na forma infinitiva latina de "licere", que significa o permitido. O francês "loisir" dá origem à expressão inglesa "leisure", que se utiliza tecnicamente para significar tempo livre. (DUMAZEDIER, 1979; JIMENEZ GUSMAN, 1986; SUE, 1992).

    JIMENEZ GUZMAN (1986), ao analisar o sentido etimológico do lazer, detecta três tendências: para a primeira, o que caracteriza o lazer é a idéia de permissão para atuar - o lazer seria um conjunto de atividades nas quais predomina a ausência de restrições, de censuras, de proibições, de repressão; para a segunda, derivada do sentido etimológico do lazer, seria a ausência de impedimentos de ordem temporal - o lazer seria, antes de tudo, um tempo livre, sem restrições, sem ataduras, sem compromissos; já para a terceira tendência, seu sentido etimológico radicaria em uma qualidade de ordem subjetiva - o lazer seria constituído por uma série de atividades livremente escolhidas, atividades autônomas e agradáveis, benéficas física e psicologicamente.

    Para quem busca o sentido de lazer em sua evolução, esse autor as agrupa em duas fundamentadas posições histórico-evolutivas: a noção de lazer se origina na noção grega de "scholé", tempo ocupado por atividades ideais e nobres para o ser, por atividades livres como a contemplação teórica, a especulação filosófica e o ócio; para a segunda posição, o sentido atual de lazer provém da noção romana de "otium". O lazer hoje, não seria outra coisa que a transferência corrigida no tempo do "otium" romano, isto é, um fenômeno elitista, carente já de sentido filosófico, diferenciador de classes e ostentatório.

    O lazer não tem sido o mesmo, nem será, sempre igual, pois cada modelo de organização social lhe imprime suas funções e características, de acordo com o sistema de aspirações, necessidades e valores imperantes nesses momentos e válidas para toda a organização (JIMENEZ GUSMAN, 1986). O lazer tomou a dimensão de hoje após a Revolução Industrial, quando então a jornada de trabalho começou a diminuir paulatinamente, muito embora "os fundamentos históricos do Lazer sejam anteriores à sociedade industrial, porque sempre existiu o trabalho e o não-trabalho em qualquer sociedade" (CAVALCANTI, 1981).

    A conquista de oito horas de trabalho, oito horas de descanso e oito horas de lazer marcou o início da humanização do trabalho e transformou a recreação e o lazer como um fato social (MARINHO, 1979, 1984; CUNHA, 1987). Com o reconhecimento das horas livres entre uma e outra jornada de trabalho, dos repousos semanais remunerados, das férias anuais e da cessação da vida de trabalho (aposentadoria) - (REQUIXA, 1969, 1976) - gerou-se, então, tempo de lazer compulsório - (TOYMBEE, citado por MARINHO, 1979, 1984).
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Atividades esportivas no Lazer

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Atividades de Lazer

    As atividades de lazer são classificadas por DUMAZEDIER (1979) em

lazeres físicos - aqueles que implicam esforço e exercício de tipo corporal;

lazeres práticos - são os que exigem uma habilidade manual e especial;

lazeres intelectuais - que têm que ver com o cultivo do intelecto e da cultura;

lazeres artísticos - que têm a ver com a prática específica de uma arte;

lazeres sociais - são os relacionados com aquelas atividades de diversão, descanso e desenvolvimento, praticadas de uma forma coletiva.

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Agunhas Funções do Lazer

terça-feira, 27 de agosto de 2013
    No oferecimento de atividades de lazer, além dos espaços destinado à essas atividades, devem ser levadas em consideração as funções básicas do lazer:

função educativa, caracterizada pelo interesse próprio dirigido para a ampliação dos horizontes mentais, busca de novas experiências e de novo conhecimento;

função de ensino, caracterizada pela assimilação ou aprendizagem das normas culturais, de ideais filosóficos ou políticos, das normas de convivência social ou de comportamentos;

função integrativa, que tem por objetivo solidificar ou integrar os grupos, principalmente os familiares, de amizade-companhia, de interesses comuns;

função recreativa, que compreende atividade relacionada com o descanso psicológico e físico;

função cultural, refere-se à compreensão e assimilação dos valores culturais ou à criação de novos;

função compensadora, seriam as atuações que, de alguma forma, nivelam as insatisfações das outras áreas da vida.

    A atividade, seja ela recreação, lazer ou jogo, pressupõe uma multiplicidade de trabalho tanto individual como coletivo. Por sua própria natureza exige condições mínimas de realização, modo de procedimento e maneira de execução, pois não se pode entender atividade no plano teórico. Para realizá-la o indivíduo precisa pensar, estudar e aprender; necessita encontrar seu próprio ritmo e equilíbrio testando a si mesmo e se organizando interiormente.

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A tranquilidade nos Espaços de Lazer

terça-feira, 27 de agosto de 2013
considera que, muito embora as pesquisas realizadas na área das atividades desenvolvidas no tempo livre enfatizem a atração exercida pelo tipo de equipamento construído, deve-se considerar que, para a efetivação das características do lazer é necessário, antes de tudo, que o tempo disponível corresponda um espaço disponível.

    De que espaço falamos ? dos espaços dos interesses sociais - quando os sujeitos se propõem a estarem juntos, face a face, e relacionarem-se, antes de tudo que possa acontecer decorrente do encontro; dos espaços dos interesses físicos - quando a proposta é feita em função de atividades corporais onde prevaleçam os exercícios do corpo; dos espaços dos interesses intelectuais - que têm como primeira instância o desenvolvimento do domínio cognitivo na atividade, não considerando o elemento criativo e sim o concreto, o racional, o lógico; dos espaços dos interesses artísticos - onde o produzido gera o encantamento (STUCCHI, 1997).

    O espaço que nos interessa, são os espaços dos interesses turísticos, que têm como finalidade: mudança de paisagem, ritmo (saída do cotidiano), observação e sensação de outros estilos de vida, e também o turismo social se caracterizando por uma dimensão menor (STUCCHI, 1997).
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Dependendo do tipo de lazer, devemos sempre usar equipamentos de segurança

terça-feira, 27 de agosto de 2013
Equipamentos de Lazer

 Estes interesses, que também mostram uma dimensão concreta traduzida como lugares, podem ter significados diferentes em função da forma como cada sujeito os vê e os utiliza. Daí a preocupação com os estudos dos equipamentos de recreação e lazer deve ter como objetivos classificá-los segundo suas características físicas de construção, aspectos físicos estéticos e dimensões proporcionais aos locais geográficos em que serão implantados, como também agradar aos olhos de que os utilizará, inspirando confiança.

    CAMARGO (1984) classifica os equipamentos de lazer segundo suas características físicas, seus oferecimentos e sua demanda. Adotando sua nomenclatura e classificação, STUCCHI (1997) apresenta-nos a seguinte descrição:


Equipamentos específicos

    A freqüência de determinado equipamento vai depender do local em que se situa e da demanda existente pela facilidade de acesso. As formas de existência dos equipamentos podem ser visualizados quanto à dimensão física do espaço e suas finalidades programáticas, como segue:


Equipamentos especializados

Conceito: são equipamentos destinados a atender uma programação especializada, ou uma faixa de interesses culturais específicos. Como exemplo, a " academia de ginástica";

Programação: voltada para um segmento dos interesses socioculturais da clientela. estruturada sobre uma modalidade específica de animação. Exemplo: os "parques aquáticos";

Localização: em áreas urbanas, de grande concentração populacional;

Público: delimitado pelo interesse e pela localização;

Composição: geralmente de uma quantidade limitada de instalações para atividades;

Exemplos de equipamentos especializados: teatros, auditórios, cinemas, academias de ginástica, centros esportivos voltados para um interesse específico (natação, futebol, tênis, voleibol), bibliotecas, parques aquáticos, campos de golfe e/ou de minigolfe.


Equipamentos polivalentes

1. De dimensões e capacidades médias

Conceito: equipamentos destinados a receber uma programação diversificada, ou para atender variados interesses socioculturais. Com dimensões e capacidades para atender até 2.500 pessoas/dia, nas atividades permanentes, e até 5.000 pessoas simultaneamente, em eventos especiais ou de fins de semana;

Programação: atividades permanentes, temporárias e eventuais diversificadas, segundo públicos e interesses culturais;

Localização: preferentemente em áreas urbanas, próximas ao centro da cidade ou em regiões comerciais. Ou então em regiões de grande concentração populacional;

Atendimento: durante os dias da semana, período integral. E com ênfase nos finais de semana;

Público: de toda uma cidade, ou de uma região importante de uma grande cidade;

Composição: várias instalações para atividades, diversificadas por interesses socioculturais, por públicos e por conteúdos, de dimensões e capacidades entre média e grande, conforme o caso;

Exemplos: centros culturais em geral, quando associam instalações diversificadas - teatro, áreas de exposição, bibliotecas. Centro poliesportivo em geral. Parques urbanos. Centros culturais e esportivos.


Equipamentos polivalentes grandes

Conceito: equipamentos destinados a atendimentos de massa, em uma programação diversificada, abrangendo variados interesses socioculturais. Com instalações de grande dimensões e grande capacidade;

Programação: permanentes, temporária e de eventos, amplamente diversificada, segundo públicos, interesses socioculturais e conteúdo;

Localização: em uma região importante de um estado ou de uma grande cidade. Pode também se localizar em regiões da periferia das cidades, devido às dimensões de terreno necessário;

Atendimento: preferentemente nos fins de semana. Durante a semana, principalmente nos grandes eventos;

Público: de toda uma cidade, ou de uma região do estado;

Composição: várias instalações de grande capacidade, complementada por algumas instalações menores, diversificadas por interesses socioculturais, conteúdos e públicos. de preferência, priorizar as áreas verdes.


Equipamentos de turismo

Conceito: equipamentos destinados a programação turística em geral, associando hospedagem e atividades recreativas;

Programação: além das programações tipicamente de hotelaria - recepção, hospedagem e alimentação, programações diversificadas de lazer e recreação;

Localização: preferencialmente em áreas de interesse turístico, pelas características geográficas-naturais e/ou histórico-culturais;

Atendimento: em temporadas de férias, em períodos determinados, em feriados e nos fins de semana. Ou nos períodos de pacote turístico programado;

Público: genericamente o mais amplo, do estado, do país e do exterior;

Composição: instalações para hospedagem, para alimentação (restaurantes, lanchonetes), e instalações para atividades de lazer, de preferencia diversificadas;

Exemplos: hotéis de lazer, resorts, colônia de férias, grandes parques em escala regional, estadual e nacional, quando têm unidades de hospedagem, camping, acampamentos, pousadas em locais retirados (praias, montanhas, reservas ecológicas), pousadas em cidades turísticas.


Gestão do Lazer

    Para MARCELLINO (1995), a presença do profissional é importante nos equipamentos de lazer: centros culturais, centros esportivos, clubes, museus, bibliotecas, parques, academias esportivas, hotéis de lazer ou resorts.

    Constituem a alma dos equipamentos de lazer, e suas funções profissionais vão muito além da simples organização de algumas atividades para o público. O quadro de pessoal de um equipamento de lazer, quaisquer que sejam as suas características tipológicas, de dimensões, de capacidade, de composição de suas instalações deve ser estruturado de acordo com os seus processos de gestão:

administração: administração geral do equipamento de lazer e serviços administrativos em geral;

programação e animação: planejamento, realização e animação de todas as atividades do centro. A programação pode incluir atividades permanentes, atividades temporárias e eventos;

manutenção: compreende todos os sistemas destinados a manter em condições ótimas de funcionamento todas as instalações do equipamento: quadras, piscinas, auditórios, salas, etc., e instalações de apoio às atividades: vestiários, depósitos, sanitários.

    O profissional de Turismo e Lazer, deverá demonstrar aptidões intelectuais como capacidade de pensar em termos de símbolos abstratos, exatidão e atenção concentrada, cultivando ainda a sociabilidade, a meticulosidade, a liderança, desenvolvendo principalmente a coordenação motora.

    Tal profissional não poderá ser apenas mero repetidor de modelos estereotipados mas, um agente transformador da teoria e da praxes, com o objetivo de não violentar a prática do turismo e do lazer.
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O turismo se faz com Profissionalismo

terça-feira, 27 de agosto de 2013

O turismo é o setor econômico que cada dia mais depende dos valores morais e éticos para sobreviver.A preocupação com respeito ao meio ambiente e a segurança dos turistas é fundamental para o fortalecimento desta importante atividade.
O grande perigo atual, é ver no turismo o "remédio" para todos os males que afligem os municípios e, desenvolve-lo sem um planejamento, organização e fiscalização. A responsabilidade sobre a manutenção da qualidade dos serviços prestados e dos destinos turísticos é de todos, mas é preciso saber exigir ações coerentes junto aos poderes públicos.
O turismo responsável, é aquele capaz de respeitar as características dos destinos trabalhados, sem transformar as comunidades visitadas em satélites desgarrados da cultura urbana, é necessário impedir a destruição da beleza da paisagem, onde elas estão instaladas, ou a interferência no funcionamento dos meios de hospedagem por amadores, ou seja, locais fora do padrão estipulado pelo Ministério do Turismo.
Os impactos mínimos na sociedade local precisam ser valorizados, mantendo-se distantes tudo que possa impedir que o turismo responsável consiga se estabelecer, desenvolver e crescer de maneira profissional.
A cadeia produtiva do turismo é regida por regulamentos e critérios que permitem oferecer qualidade e segurança nos serviços prestados, visando atingir a excelência no atendimento.Desde 1998 existe a classificação hoteleira .
Atualmente está vigente a deliberação normativa no.429/02, que aprovou o Regulamento Geral dos Meios de Hospedagem e o Sistema Oficial de Classificação Hoteleira. Em 2005, o Decreto 5406 criou o cadastro nacional , que permite ao Ministério do Turismo identificar e fiscalizar todos os prestadores de serviço.
A Lei 8078/90 ( artigo 37) define como propaganda enganosa qualquer modalidade que induza o turista a erro, tanto no que diz respeito a natureza , característica, qualidade , quantidade, propriedades, origem e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.
A definição de publicidade enganosa é bastante ampla , podendo ser flexível em casos distintos, como por exemplo oferecer hospedagem em locais que não atendam as condições exigidas pelas leis que regem os meios de hospedagem .
O contrato de hospedagem é caracterizado com um contrato de adesão , onde as claúsulas deverão ser bem claras e objetivas, sendo favoráveis ao aderente, por isto , o que está incluso nos meios de hospedagem, nos valores contratados e as regras para reembolso e desistência , devem estar em conformidade com o estipulado com a lei vigente no código do consumidor.
Hospedagens só podem ser divulgadas nos meios de comunicação, incluindo sites na internet, se oferecerem este requisitos , caso contrário é uma prática que contraria ao Direito do Turismo.
O turismo é uma atividade que busca valorizar as premissas ambientais, sociais, culturais e econômicas conhecidas de todos nós.Os roteiros são elaborados através das Agências de Viagens, onde os consumidores irão desfrutar dos serviços de hotelaria, gastronomia, condutores, transportes, equipamentos, etc.todos oferecidos por profissionais devidamente habilitados para atuarem neste mercado. Seguindo o regulamento da ABAV ( Associação Brasileira das Agências de Viagens) cabe as agências comercializarem única e exclusivamente produtos turísticos , sendo totalmente proibido fazer locação de imóveis.
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